Parafraseamos o presidente negão Obama com o questionamento do título. Veja que não foram
poucas vezes que tecemos críticas ao rumo tomado pelo governo capitaneado por Quartinho.
Dono
de uma popularidade movida pela aparência de ser um cidadão “simples” e “do povo”,
certamente Quartinho não foi “Nestor” (para entender clique aqui) em todos os
momentos.
Mas,
em meados do 3º ano de reinado PePista em terras cachoeirinas, também não se pode atribuir a Nestor Quartinho
a pecha de mau prefeito.
Certamente que não se pode atribuir isso ao seu partido, mas a uma postura pessoal do prefeito.
Veja
que sua jornada não foi branda. Em conversas nem tão reservadas, ele próprio já
revelou que teve que vencer fortes adversários.
Primeiro,
seu próprio partido, visto que não era o candidato preferido da elite (bonita e
cheirosa) do PP local, que não se via representada estética e politicamente no
atual manda-chuva municipal. O deixaram concorrer
porque pensaram que já estava perdida a corrida.
Segundo,
ele mesmo afirma, enfrentou fortes adversários: os ocupantes do governo, numa
coligação de vários partidos, que tinham de fato garantido avanços
significativos para o município, em políticas públicas sociais e obras.
Vencidos
os desafios, precisava governar apoiado por um partido que não havia lhe
creditado maiores expectativas na eleição.
Noves-fora
a palhaçada da posse, como um domador audacioso, enfrentou encrencas com boa
parte de seus correligionários (e financiadores de campanha), que foram desde o
freio nos loteamentos clandestinos e obras em locais privados até a demissão de
secretários que saíram de sua linha de comando (vide os secretários de obras,
agricultura e educação – não vamos citar os nomes porque não vale a pena).
A
mais complicada, supomos, foi bater de frente com a sua Vice, quando Nestor
resolveu demitir de seu marido, sabe-se lá porquê. O fato é que o
partido-família da vice saiu atirando, inclusive com uma longa “nota” nos
jornais que mereceria ter sido melhor apreciada pelos promotores de justiça da
região.
Não
satisfeito, dizem que foi “peitado” pelo partido-rádio-igreja que o apoiava e,
gentilmente, convidou-os a se retirar. E lá se foram, com o pequeno tigre a
tira-colo, vereador que mudou de opinião da noite-pro-dia em relação ao
governo: de bom, virou ruim. Isso é o que dizem os que ouvem a sessão do circ...
ops, da câmara de vereadores.
Bem,
voltando....
Concretamente,
o que se quer dizer é que Nestor Quartinho teve “culhão”. Foi macho. (me
perdoem os feministas). Governou chutando umas canelas aqui e acolá, fazendo o
que julgava certo, pouco ligando pros “mimimis”, tanto da turma do seu partido,
quanto da oposição que jaz caída em frangalhos.
E
nisto, foi fazendo coisas relevantes: teve coragem e capacidade de instalar uma
escola de educação infantil, de asfaltar ruas importantes da cidade, ampliar
ações em saúde, em especial os PSF (com outro já em construção), buscou novos
maquinários para o município reduzindo custos e ampliando serviços.
Em
síntese: manteve as coisas funcionamento adequadamente (saúde, escolas,
administração) e ainda conseguiu ampliar uma coisa aqui e outra ali.
Talvez
se diga que não foi brilhante, mas também não se pode afirmar que foi medíocre.
Assim,
se não Quartinho não foi “Nestor”, tampouco pode-se dizer que ficou sendo Quartinho.
Preferimos
entender que o prefeito foi um NESTOR QUARTINHO.
E
nos parece que, considerando que para o povo querer mudar só sendo MUITO RUIM,
há uma tendência natural na sua reeleição.







